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Estudantes de Lagoa Real criam estufa automatizada para fortalecer a agricultura familiar no semiárido

Projeto do Colégio Estadual Luís Prisco Viana busca apoiar agricultores familiares com tecnologia acessível e eficiente

Por: Redação
02/12/2025 às 03h31 Atualizada em 04/12/2025 às 11h11
Estudantes de Lagoa Real criam estufa automatizada para fortalecer a agricultura familiar no semiárido

Três estudantes do Colégio Estadual Luís Prisco Viana, em Lagoa Real, no sudoeste baiano, desenvolveram uma estufa agrícola automatizada voltada para agricultores familiares do semiárido da Bahia.

A inovação, criada por Mayara Cardoso, Letícia Guanaes e Karllos Avelar, sob orientação da professora Izis Pollyanna, busca melhorar a qualidade do solo, otimizar o uso da água e tornar o cultivo de hortaliças mais eficiente, conforme informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti).

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O modelo utiliza adubação verde e integra tecnologias acessíveis ao pequeno produtor. Para o estudante Karllos Avelar, o diferencial do projeto está no alto nível de automação, controlada por aplicativo e operada por software inteligente.

Nas estufas tradicionais, tudo depende do manejo manual. No nosso modelo, a automação reduz a necessidade de intervenção constante e aumenta a eficiência produtiva”, explicou o aluno. O protótipo também contribui para minimizar os efeitos das variações climáticas e da salinidade do solo, problemas comuns no semiárido.

A estudante Mayara Cardoso ressalta ainda a criação de um banco de dados agrícola com orientações personalizadas para cada tipo de cultivo, o que facilita o trabalho de produtores com pouca experiência técnica. Segundo a Secti, o projeto foi destaque no Bahia Tech Experience (BTX), maior evento de inovação da Bahia, realizado em parceria com o Sebrae.

Animados com a repercussão, os estudantes já planejam patentear a tecnologia e criar uma startup. “Recebemos propostas de universidades e institutos para continuar a pesquisa. Queremos expandir essa rede de colaboração”, afirmou Letícia Guanaes.

Para a professora Izis Pollyanna, iniciativas como essa reforçam o papel da educação científica no desenvolvimento regional. “Quando os jovens têm contato com ciência e empreendedorismo, desenvolvem autonomia, pensamento crítico e capacidade de solucionar problemas reais da comunidade”, disse.

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