
Os profissionais da Educação do município de Jussiape vêm enfrentando dificuldades recorrentes em razão de atrasos no pagamento dos salários durante a atual gestão municipal. Segundo relatos da categoria, os vencimentos têm sido creditados após o prazo legal de cinco dias úteis no início de cada mês e, em muitos casos, de forma desigual, com parte dos servidores recebendo antes e outros ficando para datas posteriores.
A situação se agravou no final de 2025, quando diversos profissionais passaram a virada do ano sem receber os salários referentes ao mês de dezembro. Em entrevista ao site Sudoeste Na Mira, o diretor da APLB-Sindicato em Jussiape, professor Dourival Caires, relatou que, além dos atrasos, a gestão municipal tem adotado critérios desiguais na liberação dos pagamentos.
De acordo com o dirigente sindical, há casos de servidores que receberam apenas parte dos valores devidos, outros que, já em janeiro, ainda não haviam recebido o salário de dezembro de 2025, e situações em que o pagamento ocorreu sem a inclusão do terço constitucional de férias. Para Caires, o cenário demonstra desorganização administrativa e desrespeito aos direitos dos profissionais da Educação.
Diante do impasse, o setor jurídico do sindicato acionou o Poder Judiciário para que os salários sejam pagos dentro do prazo legal e de forma uniforme. O Mandado de Segurança Coletivo tramita desde 14 de outubro de 2024 e, conforme informado pelo sindicato, somente em 16 de dezembro de 2025 houve despacho judicial, no qual o juiz concedeu prazo de dez dias para que o município de Jussiape se manifestasse.
Enquanto aguardam a decisão final da Justiça, os profissionais da Educação seguem indignados com o que classificam como descaso da administração municipal e cobram providências urgentes para a regularização dos pagamentos.