
A escassez de vagas na rede municipal de ensino de Guanambi tem provocado indignação entre pais e mães de alunos. A situação ganhou repercussão nas redes sociais após a manifestação pública de Dayane Reis, que denunciou dificuldades para matricular a filha e responsabilizou a administração do prefeito Arnaldo Pereira de Azevedo, o Nal, pela falta de planejamento na área da educação.
Segundo a moradora, a decisão de tornar o problema público ocorreu após sucessivas tentativas frustradas de obter respostas junto ao poder público. A grande repercussão da denúncia, conforme relatou, revelou que o problema não é isolado e atinge diversas famílias no município, especialmente às vésperas do início do ano letivo.
Dayane criticou o fechamento de unidades escolares que, segundo ela, estavam em funcionamento e poderiam ter sido mantidas ou ampliadas. Para a mãe, a desativação dessas escolas reduziu o número de vagas disponíveis e agravou ainda mais o cenário. Em publicação nas redes sociais, ela destacou que investir em educação é garantir o futuro das crianças e da cidade.
A denunciante afirmou ainda que procura vaga para a filha desde o mês de dezembro, sem sucesso, e que outros pais vivem a mesma realidade. Conforme o relato, a ausência de alternativas na rede pública tem causado insegurança e desespero entre famílias que dependem exclusivamente do ensino municipal.
Outro ponto levantado diz respeito ao sistema de pré-matrícula. De acordo com Dayane, o critério de distribuição das vagas não prioriza a proximidade entre a residência do aluno e a escola, o que acaba favorecendo estudantes de bairros distantes e dificultando o acesso de crianças que moram próximas às unidades de ensino.
Ao final do desabafo, a mãe cobrou medidas urgentes da Prefeitura de Guanambi, como a reabertura de escolas fechadas, a ampliação de vagas e maior clareza nas informações repassadas à população. Segundo ela, ao buscar orientações junto ao município, foi informada de que restavam poucas vagas disponíveis e que deveria “tentar a sorte”, resposta que aumentou ainda mais a revolta de pais e mães afetados pela situação.