
O senador baiano Angelo Coronel (Republicanos) manifestou-se contrário ao fim da escala de trabalho 6×1 e avaliou que a proposta pode provocar aumento do desemprego, especialmente em setores que dependem de funcionamento contínuo.
Durante declaração na última quinta-feira (16), em Salvador, o parlamentar citou atividades como shoppings, cinemas e restaurantes como exemplos de segmentos que seriam diretamente impactados por uma eventual alteração nas regras trabalhistas.
Segundo Coronel, a imposição de uma nova jornada poderia comprometer o funcionamento desses serviços. “Isso vai gerar na minha ótica desemprego, porque, por exemplo, como é que vai funcionar shopping, que trabalha sábado e domingo? Como é que fica o cinema? Como é que fica o restaurante?”, questionou.
O senador também defendeu que a definição da carga horária seja resultado de negociação direta entre empregadores e trabalhadores, sem intervenção do Estado. Para ele, a flexibilidade nas relações de trabalho é um fator relevante para a dinâmica econômica.
“Eu acho que nós temos que ter a liberdade do empregado e empregador discutir qual é a sua carga de trabalho. Não é o governo que tem que impor ao empregador, nem ao empregado, qual é o horário de trabalho”, afirmou.
Coronel acrescentou ainda que diferentes setores possuem rotinas específicas, o que, em sua avaliação, dificulta a aplicação de uma regra única para todos. “Se o cara quer trabalhar sábado e domingo, qual o problema? Isso é uma questão de patrão e empregado. Não é o governo que tem que se meter nisso”, completou.