
O cenário atual da dengue na Bahia foi debatido ontem, dia 27, em reunião do Fórum de Vigilância Epidemiológica realizada no Ministério Público estadual. Até o momento, mais de 19.400 casos da doença foram registrados no estado, número que, segundo os especialistas e técnicos da área, cresce diariamente e requer uma atuação eficiente do Estado, Municípios e de toda a população com ações de prevenção e controle. O encontro, conduzido pelos promotores de Justiça Rogério Queiroz, Patrícia Medrado, Rocío Matos e Cristina Seixas, buscou discutir problemas emergentes e apontar possíveis soluções. Os participantes foram unânimes em afirmar que o combate à dengue precisa ser reforçado e que "a doença é prevenível e o óbito é evitável”. Em 2024, foram registrados quatro óbitos pela doença no estado.


Casos de esporotricose crescem na Bahia
Também têm crescido no estado os casos de esporotricose, que é uma micose subcutânea causada por fungo que habita a natureza e está presente no solo, palha, vegetais, espinhos, madeira. A doença pode afetar tanto humanos quanto animais e geralmente é propagada nos humanos pelo gato. Segundo Marcelo Medrado, da Sesab, a esporotricose é “um problema nacional, que vem se alastrando na Bahia, com as notificações crescendo muito em Salvador e região metropolitana”. Maria Teles, da Secretaria Municipal de Saúde, informou que o primeiro caso foi notificado em Salvador no ano de 2018 e, desde
A promotora de Justiça Cristina Seixas registrou a preocupação com o aumento do número de casos e assinalou que, sob a perspectiva ambiental, é preciso discutir a política de animais de rua, analisando como amenizar a questão do abandono e a dificuldade de manter a medicação desses animais. O desafio é “enorme”, afirmou ela, sugerindo a realização de campanha para esclarecimento e orientação da população, além da criação de Centros de Controle de Zoonoses.
Fotos: Sérgio Figueiredo