
Um projeto de educação inclusiva, que prevê a sensibilização da comunidade escolar e capacitação de professores para atendimento adequado às demandas de alunos com deficiência, foi apresentado pelo Ministério Público estadual para adesão pelo Município de Guanambi na terça-feira, dia 23. Segundo o gerente do projeto, promotor de Justiça Adriano Marques, a iniciativa aborda a temática de forma intersetorial, envolvendo as áreas de educação, saúde e assistência social do Município para gerar resultados efetivos.
Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (Ceduc), o promotor de Justiça Adalvo Dourado destacou a relevância do projeto, que já foi implantado no município de Cruz das Almas e tem alcançado resultados positivos. A promotora de Justiça da comarca, Lívia Rocha também participou da reunião, que foi proposta pela promotora de Justiça de Guanambi, Tatyane Caires. Ela ressaltou a necessidade da temática da educação inclusiva ser olhada de forma global, envolvendo diversas áreas do Município para trazer resolutividade às situações. “Esta atuação do MP no âmbito coletivo muda a realidade das cidades”, registrou Tatyane Caires.
O prefeito de Guanambi, Arnaldo Azevedo, que participou da reunião com os secretários de Educação, Saúde e Assistência Social, afirmou que o Município está à disposição para implantação do
Adriano Marques abordou a importância da formação de professores, os instrumentos pedagógicos, detalhou o aplicativo e falou sobre resultados. Para ele, se o Município não olhar o aluno de acordo com as deficiências que ele apresenta, com ou sem laudo, com ou sem apoio da família, não estará promovendo inclusão. Ele informou que, no aplicativo, é possível ter o mapa do Município sabendo quais alunos têm deficiência, quais são as deficiências e os professores formados para atendê-los de forma adequada. Tatyane Caires pontuou que o aplicativo não é somente inovador, mas um norteador de otimização de desenvolvimento de política pública sobre a temática .
A promotora de Justiça Cinthia Guanaes, idealizadora do projeto de educação inclusiva, destacou que a escola deve ser espaço de acolhimento e desenvolvimento de todos os alunos. A legislação é avançada, mas não basta ter legislação sem aplicação real, alertou ela, sinalizando que a primeira coisa necessária é acreditar que todo ser humano é capaz, independente de ter algum tipo de deficiência, e que a escola tem a capacidade de se organizar para receber o aluno e efetivar a educação.