
RIO REAL – O cenário da segurança pública e os gargalos da saúde na Bahia foram os temas centrais do discurso de ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, durante o evento "Natal dos Sonhos" realizado neste domingo (21). O ex-prefeito de Salvador e provável candidato ao governo em 2026 sublinhou que quem pretende transformar a realidade do estado precisa tratar essas duas pastas como prioridades absolutas e imediatas.
Para Neto, a crise na segurança e as deficiências no sistema de saúde não são problemas sem solução, mas reflexos de uma falha de gestão e de decisão política.
“Se eu chegar ao governo, vou ter duas prioridades imediatas, que eu vou cuidar pessoalmente: segurança pública e saúde”, afirmou o dirigente, conectando a paz social ao bem-estar da população.
O político enfatizou que a segurança pública, associada a um sistema de saúde eficiente, forma a base para qualquer mudança estrutural no estado. Embora o foco tenha recaído sobre a saúde em grande parte de sua fala, Neto reiterou que o combate à violência e a assistência hospitalar são as "prioridades absolutas de uma ação imediata".
Ao criticar o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), Neto pontuou que promessas de campanha feitas em 2022, como o fim da fila da regulação, não foram cumpridas e que o cenário teria se agravado.
Para aliviar a pressão sobre os grandes centros e melhorar a percepção de assistência no interior, o líder oposicionista defendeu:
Interiorização do Atendimento: Reduzir a dependência de Salvador e Feira de Santana, levando hospitais e tecnologia para cidades menores.
Ampliação de Parcerias: Credenciamento de hospitais filantrópicos e compra de vagas na rede privada para reduzir a espera.
Foco Oncológico: Reverter a redução de vagas para tratamento de câncer fora da capital.
A passagem de ACM Neto pelo município foi marcada por um forte ato político. Ele foi recepcionado pelo ex-prefeito Carroça e por Nino de Zé Bonfim (PP). A comitiva contou ainda com nomes de peso da oposição, como o secretário de governo de Salvador, Cacá Leão (PP), os deputados Marcelinho Veiga (União) e Emerson Penalva (PDT), além de Reinaldo Braga Filho (MDB), coordenador da pré-campanha oposicionista.