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Empresário alvo da Overclean diz ter “comprado” 50 prefeitos na Bahia; nome do prefeito João Vitor, de Riacho de Santana, aparece em mensagens

Conversas analisadas pela Polícia Federal citam repasses em dinheiro e incluem diálogo com o prefeito de Riacho de Santana, João Vitor

Por: Redação
12/02/2026 às 12h05 Atualizada em 12/02/2026 às 12h15
Empresário alvo da Overclean diz ter “comprado” 50 prefeitos na Bahia; nome do prefeito João Vitor, de Riacho de Santana, aparece em mensagens

Mensagens atribuídas ao empresário Evandro Baldino do Nascimento indicam que ele teria afirmado ter comprado apoio político de mais de 50 prefeitos baianos e fechado acordos com diversas prefeituras por meio de repasses em dinheiro. O conteúdo integra o conjunto de provas analisadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean.

Nas conversas, Baldino relata a um interlocutor que “já fez 38 municípios” e que estaria negociando com outros 60, mencionando tratativas diretas com prefeitos. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, os pagamentos teriam sido realizados com depósitos em dinheiro, fracionados em várias partes, diretamente nas contas indicadas pelos próprios gestores municipais.

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De acordo com a publicação, o empresário faz referência a acordos que envolveriam pelo menos 50 prefeitos de diferentes cidades da Bahia. As identidades da maioria dos gestores supostamente citados nas mensagens não foram oficialmente divulgadas pelas autoridades até o momento.

Entre os nomes mencionados nas investigações está o do prefeito de Riacho de Santana (BA), João Vitor, que também é investigado na Operação Overclean e chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial. Em uma das mensagens, Baldino conversa com o gestor sobre como “mandar a encomenda” e, na sequência, envia fotos de comprovantes de transferências bancárias.

João Vitor retornou ao cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi recebido com carreata no município. Ele nega qualquer irregularidade.

As mensagens fazem parte de apurações que investigam suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude em licitações e desvio de emendas parlamentares. A Polícia Federal segue analisando o material apreendido para esclarecer a extensão dos supostos acordos e identificar todos os envolvidos.

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