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“ESTADO É O MAIOR CALOTEIRO”: Donos de bandas cobram dívidas milionárias e ameaçam não tocar no São João

Produtores afirmam atrasos milionários em cachês de bandas e dizem que só voltam a tocar após regularização dos pagamentos

Por: Redação Fonte: Informe Baiano
22/02/2026 às 14h25 Atualizada em 22/02/2026 às 14h34
“ESTADO É O MAIOR CALOTEIRO”: Donos de bandas cobram dívidas milionárias e ameaçam não tocar no São João
Divulgação

Empresários do setor musical acusam o governo do Estado de atrasar pagamentos de contratações artísticas e classificam a situação como um verdadeiro calote institucional. “O governo é o maior caloteiro do Estado. Os donos de bandas estão revoltados”, afirmou um empresário ao site Informe Baiano neste sábado (21/02).

Segundo o relato, há valores pendentes que se acumulam há anos. “Eu tenho dinheiro de 2023, 2024, 2025 e também de 2026 pra receber”, disse o produtor, que preferiu não se identificar.

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De acordo com empresários, os problemas começaram ainda na época da Bahiatursa, quando diversas bandas teriam ficado sem receber pelos serviços prestados. Com a extinção do órgão e a criação da Sufotur, os atrasos teriam continuado. “Depois colocaram a culpa no staff, mas quem contratou foi o governo”, afirmou um produtor.

Ainda conforme os relatos, quando a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) passou a assumir parte das contratações, houve inicialmente uma regularização dos pagamentos. No entanto, novos atrasos voltaram a ser registrados. Empresários afirmam que a maioria das bandas que se apresentou no último São João ainda não recebeu os cachês. “Só recebe quem Adolpho autoriza”, contou um representante do setor.

Os produtores também alegam que o Estado teria recebido emendas parlamentares destinadas aos festejos juninos, mas os recursos não teriam sido repassados aos contratados. Alguns afirmam ter valores individuais superiores a R$ 40 milhões a receber.

Estimativas do setor indicam que a Sufotur acumularia uma dívida superior a R$ 500 milhões, enquanto os débitos da Setur ultrapassariam R$ 380 milhões. Diante do cenário, cresce entre empresários a articulação de um movimento coletivo para pressionar o governo.

A proposta em discussão é clara: não se apresentar no próximo São João enquanto os pagamentos não forem regularizados. “Só toca quando pagar”, resumiu um dos representantes.

Até o momento, o governo do Estado não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

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