
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), passou a ser apontado como um dos principais nomes para compor como vice uma eventual chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo Governo da Bahia em 2026. O movimento ganhou força após o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), sinalizar que pretende permanecer no cargo e não disputar a eleição estadual.
Questionado sobre a possibilidade de integrar a chapa majoritária da oposição, Zé Ronaldo afirmou que pretende cumprir integralmente o mandato à frente da prefeitura. “Eu dei a minha palavra, que se fosse prefeito de Feira, eu não renunciaria o mandato e ficaria no mandato. Então, o que eu estou pensando totalmente é isso, respeitar a minha palavra que eu dei ao povo de Feira de Santana”, declarou.
O gestor destacou que o cenário político ainda deve ser discutido ao longo dos próximos meses, especialmente com a aproximação de prazos partidários, mas reforçou que sua prioridade neste momento é a administração municipal. “Quando se aproxima a questão de filiações partidárias, esses prazos, essas conversas aumentam muito mais. Evoluem muito mais. Mas não tem nada disso, não. É mais o tititi dentro do mundo político que a gente vive”, afirmou.
Com o recuo de Zé Ronaldo, aliados da oposição passaram a ver Zé Cocá como uma alternativa competitiva para a composição da chapa. O prefeito de Jequié foi reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos, consolidando uma ampla base política no município do sudoeste baiano.
Nos bastidores, o gestor também vinha sendo citado como possível aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em uma eventual tentativa de reeleição. No entanto, essa possibilidade perdeu força nas últimas semanas diante da aproximação com o grupo político de ACM Neto. Recentemente, Cocá também intensificou críticas à gestão estadual e cobrou a realização de obras no interior.
Além de Zé Cocá e Zé Ronaldo, também circula entre aliados da oposição o nome da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), como possível opção para a vaga de vice em uma chapa liderada por ACM Neto. O cenário, no entanto, ainda depende das articulações políticas que devem se intensificar nos próximos meses.