
O deputado federal Arthur Maia (União Brasil) elevou o tom das críticas ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), durante entrevista concedida ao radialista Ronny Martins, na manhã desta terça-feira (3), na Rádio Alvorada FM.
Durante a conversa, o parlamentar avaliou o cenário político no estado e questionou a aprovação do governador. Ao comentar a eleição de Jerônimo, Maia afirmou que o desconhecimento do eleitorado teria contribuído para a vitória nas urnas.
“Quem vota em Jerônimo é quem não conhece. Quem conhece Jerônimo, não vota nele”, declarou o deputado durante a entrevista.
Apesar das críticas ao atual governo, Arthur Maia fez uma distinção em relação à gestão anterior do estado. Segundo ele, o ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), teve uma atuação positiva à frente do Executivo baiano.
O parlamentar também citou o caso de Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, que recentemente condicionou apoio político ao governo estadual ao cumprimento de promessas de obras para o município. Para Maia, esse tipo de postura pode se repetir em outras cidades do interior.
Durante a entrevista, o deputado ainda comentou sobre a formação de uma possível chapa de oposição para a disputa pelo Governo da Bahia em 2026, liderada por ACM Neto (União Brasil). Entre os nomes cotados para compor como vice, ele citou a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos; o prefeito de Jequié, Zé Cocá; e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, embora tenha ponderado que este último dificilmente deixaria a prefeitura para disputar o cargo.
Arthur Maia também comentou a relação do prefeito de Guanambi, Nal Azevedo (Avante), com o governo estadual. Segundo ele, a aproximação com o Palácio de Ondina estaria ligada principalmente à expectativa de realização de obras e investimentos no município.
No entanto, o deputado indicou que a manutenção desse apoio dependerá da concretização das promessas feitas pelo governo estadual. Caso contrário, segundo ele, prefeitos do interior podem reavaliar seus posicionamentos políticos nos próximos meses.